6º Encontro Municipal do Programa Alfabetiza Tchê com foco nas práticas de linguagem e na formação leitora


Publicado 20/10/2026 00:00
Gabinete do Prefeito,Secretaria de Educação, Cultura e Turismo


Momento de estudo, troca de experiências e planejamento reforça o compromisso da rede municipal com a alfabetização de todas as crianças.

A manhã de 15 de outubro foi dedicada ao encontro, ao estudo e à reflexão pedagógica para os professores alfabetizadores e as assessoras pedagógicas de Sinimbu, junto a Câmara de Vereadores.  A equipe pedagógica da Secretaria Municipal de Educação, Cultura e Turismo, juntamente com a formadora Diana Aline Dorfey, realizou o 6º Encontro Municipal do Programa Alfabetiza Tchê, iniciativa que integra a política estadual de alfabetização e fortalece o regime de colaboração entre Estado e municípios, em favor da garantia do direito de aprender de todas as crianças.

Na abertura, a secretária municipal de Educação, Cultura e Turismo, Anita Brandenburg, deu as boas-vindas aos participantes, destacando o significado especial da data e reconhecendo o trabalho desenvolvido pelos profissionais da educação. Também ressaltou os bons resultados alcançados pelo município no Índice Municipal da Educação do Rio Grande do Sul (IMERS), evidenciando que os avanços educacionais são fruto do compromisso, da dedicação e do trabalho coletivo de quem atua diariamente nas escolas.

Mais do que um momento de formação, o encontro reafirmou a importância de investir continuamente no desenvolvimento profissional dos educadores, qualificando as práticas pedagógicas e fortalecendo as estratégias para que cada criança avance em seu percurso de aprendizagem. Afinal, alfabetizar é um compromisso que exige intencionalidade, sensibilidade, acompanhamento e a convicção de que nenhuma criança pode ficar para trás, frisa a formadora Diana Dorfey.

A programação iniciou de maneira especial, com a narrativa da obra “E foi assim que Eu e a Escuridão ficamos amigos,” de Emicida, apresentada por meio da técnica de teatro de sombras. Utilizando uma fonte de luz, um tecido branco, personagens e cenários confeccionados em cartolina, a proposta transformou a leitura em uma experiência visual, sensível e envolvente. 

A estratégia de leitura mediada mobilizou a antecipação, a formulação de inferências, a apreciação literária e a construção de sentidos, demonstrando como diferentes linguagens podem ampliar as possibilidades de interação das crianças com as histórias. A atividade também contou com a apreciação de um vídeo relacionado à obra, enriquecendo a experiência e evidenciando o potencial da literatura para despertar a imaginação, a curiosidade e o envolvimento dos leitores.

Na sequência, a formadora municipal do Programa Alfabetiza Tchê, Diana Aline Dorfey, conduziu os estudos sobre “Oralidade na alfabetização: práticas de linguagem, gêneros e situações de interação”, com base no material do professor e doutor Carlos Bach.

Os estudos contemplaram a oralidade como prática social de linguagem e objeto de ensino; os gêneros orais e as situações de interação no ciclo de alfabetização; as relações entre fala e escrita; os processos de textualização e retextualização; os elementos linguísticos, paralinguísticos, prosódicos e cinésicos, envolvidos na produção oral e a tradição oral e os gêneros da cultura popular como práticas de linguagem.

Também foram discutidas possibilidades de planejamento de situações didáticas de oralidade para crianças do 1º e do 2º ano, articulando fala, leitura, escrita e produção de sentidos. A reflexão reforçou que aprender a ler e escrever envolve experiências significativas de comunicação, escuta, expressão e participação nas diferentes situações sociais.

Outro tema abordado foi a mediação da leitura literária e a compreensão leitora, fundamentado no material da professora e doutora Marília Forgearini Nunes. Para desenvolver a temática, Diana apresentou a obra Os Vizinhos, de Einat Tsarfati, explorando imagens, personagens e elementos do espaço narrativo. A proposta evidenciou como a observação atenta, a formulação de hipóteses e o diálogo sobre as imagens podem favorecer a compreensão leitora e ampliar a participação das crianças na construção dos significados de uma história.

Um dos momentos de destaque foi a apresentação dos bonecos Fluencito e Fluencita, em formato de fantoches, pelas coordenadoras pedagógicas da SMECT, Daiane Inês Rech, também articuladora municipal da Rede Nacional de Articulação de Gestão, Formação e Mobilização (Renalfa), e Fátima Wink Bohnen, coordenadora municipal do Programa Alfabetiza Tchê. Os personagens percorrerão as turmas de 2º ano da rede municipal, contribuindo para a preparação das crianças para o teste de fluência leitora, previsto para a primeira quinzena de novembro. A iniciativa busca tornar o exercício da leitura diária mais divertido, acolhedor e motivador, estimulando as crianças a ler, praticar e reconhecer seus próprios avanços.

A proposta também reforça a importância de compreender a avaliação como instrumento de acompanhamento da aprendizagem, capaz de fornecer informações para orientar intervenções pedagógicas e apoiar o desenvolvimento de cada estudante. Mais do que se preparar para um teste, a intenção é fortalecer a confiança das crianças, valorizar suas conquistas e criar oportunidades para que avancem na leitura com autonomia e compreensão, ressalta a equipe de coordenação pedagógica da SMECT.

O Programa Alfabetiza Tchê representa um importante movimento estadual de fortalecimento da alfabetização, articulando formação continuada, acompanhamento pedagógico e qualificação das práticas de ensino. Em Sinimbu, esse compromisso se concretiza no envolvimento dos professores alfabetizadores, das assessoras pedagógicas, da formadora municipal e da equipe da SMECT, que compartilham conhecimentos, revisitam suas práticas e constroem estratégias para responder aos desafios reais das salas de aula.

Em Sinimbu, o 6º Encontro Municipal do Programa Alfabetiza Tchê reafirmou, assim, uma convicção que orienta o trabalho da rede municipal de   acreditar no potencial de cada criança, agir diante de cada dificuldade e trabalhar coletivamente para que ninguém fique para trás, reforça a secretária Anita.