Sinimbu recebe estudo pioneiro sobre remuneração por conservação ambiental


Publicado 10/09/2026 00:00
Atualizado 10/09/2026 10:08
Gabinete do Prefeito,Secretaria de Agricultura, Indústria, Comércio e M
Leticia Boettcher


Iniciativa do STAF e Instituto BRBiomas poderá beneficiar até 35 propriedades de agricultores familiares

Sinimbu será o primeiro município a receber um estudo de viabilidade para a implantação de um programa de Pagamento por Serviços Ecossistêmicos (PSE) voltado à agricultura familiar. A iniciativa é desenvolvida pelo Sindicato dos Trabalhadores Agricultores Familiares de Santa Cruz do Sul, Sinimbu, Vale do Sol e Herveiras (STAF), em parceria com o Instituto BRBiomas.

A cooperação técnica foi formalizada no dia 8 de setembro e terá duração prevista de seis meses, de setembro de 2026 a fevereiro de 2027. O projeto poderá envolver até 35 propriedades de agricultores familiares associados ao STAF em Sinimbu.

O vice-prefeito e secretário de Agricultura, Indústria, Comércio e Meio Ambiente, Vanderlei Fredrich, acompanhou a reunião de apresentação e formalização da iniciativa. Para ele, a proposta representa uma oportunidade de valorizar o trabalho realizado pelos agricultores na preservação dos recursos naturais.

“É uma iniciativa importante para Sinimbu, pois reconhece e valoriza o papel dos nossos agricultores na conservação do meio ambiente, buscando também novas oportunidades para fortalecer a agricultura familiar”, destaca Vanderlei.

O objetivo é avaliar a possibilidade de remunerar os produtores pelas práticas de conservação ambiental que já realizam em suas propriedades, como proteção de nascentes, preservação de matas nativas, conservação do solo, manejo sustentável e recuperação de áreas degradadas.

Durante o período de estudo, equipes técnicas realizarão visitas às propriedades, mapeamento georreferenciado, caracterização do uso do solo e oficinas participativas com as famílias agricultoras. Ao final, será elaborado um relatório técnico avaliando as condições ambientais, financeiras e jurídicas para uma possível implantação futura do programa.

A proposta busca unir conservação ambiental e desenvolvimento econômico, reconhecendo o papel dos agricultores familiares na proteção dos recursos naturais e na construção de um território mais sustentável e resiliente.

“Este estudo é o marco inicial para transformar a conservação ambiental em ativo econômico para quem cuida da terra. Os agricultores familiares passam a ser reconhecidos, também, como guardiões dos nossos recursos naturais”, destaca o presidente do STAF, Sergio Luiz Reis.

Segundo o presidente do Instituto BRBiomas, Vilmar Thomé, o estudo representa um primeiro passo para que a conservação ambiental possa futuramente se transformar em renda para as famílias do campo, com base científica, transparência e participação comunitária.