Formação continuada fortalece práticas pedagógicas e amplia possibilidades para o ensino e a aprendizagem na alfabetização


Publicado 08/09/2026 00:00
Gabinete do Prefeito,Secretaria de Educação, Cultura e Turismo


O Município de Sinimbu realizou na última quinta-feira, dia 03 de setembro, o 5º Encontro do Programa Alfabetiza Tchê, reunindo professores alfabetizadores e assessoras pedagógicas, em mais um importante momento de estudo, formação, reflexão e troca de experiências, voltado à qualificação dos processos de alfabetização na rede municipal de ensino.

A manhã de formação teve início de maneira especial, com a apresentação da “Fantástica Máquina de Leitura”, recurso em exposição no local da formação, desenvolvido pela professora alfabetizadora Roberta Ferreira, da EMEF Nossa Senhora de Fátima, a partir da capacitação regional das formadoras do Programa Alfabetiza Tchê. Na ocasião, junto com a Máquina um recado da turma de estudantes do 1º Ano da EMEF Fátima, desejando um Encontro agradável e produtivo aos participantes.

Inspirada no recurso, ganhou vida a narrativa “As palavras e Melina”, de autoria de Milene Barazzetti, apresentada pela Articuladora Municipal Renalfa e coordenadora pedagógica da Secretaria de Educação, Daiane Inês Rech, através de sua Incrível Máquina Leitora. Para preparar os participantes para a escuta, foram utilizadas fichas com elementos do corpo humano, como mãos, ouvidos, boca, pés, coração, conduzindo o grupo a um momento de desacelerar, silenciar, concentrar-se e estar verdadeiramente atento à história.

Na sequência, a Secretária Municipal de Educação, Cultura e Turismo, Anita Brandenburg, deu as boas-vindas aos participantes e destacou a importância dos momentos de formação continuada. Segundo ela, “os encontros constituem espaços extremamente produtivos de estudo, aprendizado e compartilhamento de experiências, possibilitando que os conhecimentos construídos sejam incorporados às práticas pedagógicas e contribuam para intensificar ainda mais o trabalho desenvolvido com os estudantes, destacando o trabalho diferenciado de mediação que o professor alfabetizador tem para dar conta neste último trimestre do ano letivo, com crianças em diferentes níveis da escrita, o que requer uma proposta distinta, a fim de todos avançarem.”

Na continuidade, a formadora municipal Diana Aline Dorfey propôs uma atividade de sensibilização, convidando cada participante a escolher uma palavra ou expressão relacionada à infância e que ainda permanece viva em sua memória. As lembranças foram compartilhadas pelo grupo, proporcionando um momento de afetividade, memória e conexão com as experiências que também constituem a trajetória de cada educador.

A programação avançou com o estudo da temática “Gêneros textuais não literários na alfabetização”, tendo como referência os estudos do Prof. Dr. Carlos Batista Bach, abordando as interfaces entre leitura pedagógica, análise linguística e produção de sentidos.

Após o aprofundamento teórico, os participantes foram organizados em grupos para desenvolver uma proposta didática, tendo como gênero de referência o artigo de divulgação/iniciação científica para crianças, utilizando como recurso a revista Ciência Hoje das Crianças. A atividade possibilitou transformar os conhecimentos estudados em possibilidades concretas de trabalho em sala de aula.

Outro momento de destaque foi a abordagem do tema “Recursos didáticos e jogos na alfabetização: do planejamento à intencionalidade pedagógica”, com base nos materiais das professoras Andressa Borges e Silva e Laura Bagatini de Almeida.

Mais do que conhecer diferentes jogos e materiais, a proposta buscou provocar uma reflexão essencial: todo recurso utilizado em sala de aula precisa estar associado a uma intencionalidade pedagógica clara, contribuindo efetivamente para o desenvolvimento das aprendizagens, frisa a formadora municipal, Diana.

Nesse contexto, os participantes puderam conhecer e explorar diferentes possibilidades de jogos, entre eles a roleta da leitura, bingo com listas de palavras, bingo com parlendas, jogo de completar frases, jogo da interpretação, régua de imagem, palavra e frases, entre outros materiais adequados às diferentes etapas do processo de alfabetização.

O ambiente também foi preparado para favorecer a exploração e a inspiração pedagógica, com a exposição de um amplo varal de gêneros textuais não literários e das Malas de Alfabetizadores, contendo jogos e materiais selecionados, de acordo com a faixa etária dos estudantes.

Além disso, a Assessora Pedagógica da EMEF Nossa Senhora de Fátima, Isabel Oliveira da Silva Borges, apresentou a Mala composta por jogos e materiais voltados ao desenvolvimento da Linguagem e da Matemática. A mala circula pelas salas de aula dos Anos Iniciais da escola, oportunizando aos estudantes o contato com diferentes recursos pedagógicos e, ao mesmo tempo, promovendo aprendizagens por meio da leitura e compreensão de textos instrucionais, especialmente aqueles relacionados às regras e orientações para a realização dos jogos. Após a vivência, os estudantes registram a experiência em um caderno específico, relatando como foi o contato com o material e as aprendizagens construídas, enquanto o professor realiza as intervenções pedagógicas necessárias, ampliando e potencializando as possibilidades de aprendizagem a partir de cada proposta.

Participaram também da formação os demais integrantes da Coordenação Pedagógica da SMECT, Rafael Schultz e Fátima Wink Bohnen, esta também coordenadora municipal do Programa Alfabetiza Tchê. Para a equipe, “momentos como esse reafirmam que a formação continuada é uma das principais ferramentas para fortalecer o trabalho do professor alfabetizador. Quando o professor estuda, experimenta, compartilha e reflete sobre sua prática, amplia seu repertório e encontra novas possibilidades para planejar intervenções mais intencionais e significativas.”

Cada encontro oportuniza novos conhecimentos, mas também permite que aquilo que já é realizado nas escolas seja revisitado, aprimorado e ressignificado. É nessa conexão entre teoria e prática, estudo e experiência, planejamento e ação que a formação ganha sentido e chega à sala de aula. O grande propósito é que todo esse movimento reverbere na aprendizagem dos estudantes, fortalecendo o desenvolvimento da fluência leitora, da compreensão, da produção de sentidos e das demais competências essenciais ao processo de alfabetização, acentua a equipe pedagógica da SMECT.