Na manhã de ontem, 07 de maio, na Câmara de Vereadores de Sinimbu, foi realizada a segunda formação do Programa Alfabetiza Tchê deste ano, reunindo professores alfabetizadores, assessoria pedagógica, em mais um momento de aprendizado, troca e reflexão.
O encontro, planejado em final de abril, juntamente com a formadora municipal do Programa Alfabetiza, equipe da Secretaria de Educação, secretária Anita Brandenburg, coordenação pedagógica e articuladora municipal Renalfa, Daiane Inês Rech, foi conduzido nesta quinta-feira pela formadora Diana Aline Dorfey, com a representação da equipe pedagógica da SMECT, Rafael Schultz e Fátima Wink Bohnen, também coordenadora municipal do Programa.
Como acolhida, fez-se a leitura da carta Sobre ser professor alfabetizador em Porto Alegre com 40°C, de autoria de Luciana Piccoli, e conduzido um breve instante de reflexão à docência, quanto aos “refrescos” e as estratégias utilizadas para manter a “chama da Alfabetização” acesa nas crianças em fase de alfabetização, mesmo diante das adversidades do cotidiano.
Um dos temas de estudo deste encontro foram os princípios teórico metodológicos para a docência em Alfabetização no Programa Estadual Alfabetiza Tchê, a progressão das aprendizagens de leitura e escrita e equidade das aprendizagens, com base no material produzido pela Profa. Dra. Luciana Piccoli (FACED/UFRGS).
Outro assunto abordado foram os processos neurobiológicos da aprendizagem, com explanação teórica do material produzido pela Profa. Dra. Sandra dos Santos Andrade, trazendo importantes contribuições sobre como o cérebro aprende e como isso impacta diretamente nas práticas pedagógicas em sala de aula.
A partir destes fundamentos foram realizadas na prática atividades para compreender como o cérebro funciona, com estímulos visuais, sensoriais, auditivos e sinestésicos. Para a professora Ana Paula Ebert, alfabetizadora na EMEF Guararapes a sua participação nos encontros de formação da alfabetização “é um momento muito importante para refletirmos sobre nossa prática pedagógica, trocar experiências, compartilhar ideias e aprender novas formas de ensinar. Um momento fortalecedor do meu trabalho como alfabetizadora, proporcionando novos conhecimentos, estratégias e olhares sobre o processo de aprendizagem das crianças.”
Também foram abordados os módulos do curso on-line oferecido na plataforma do Governo do Estado, a ser revisitado a quem já o fez em ano anterior e passadas as orientações, quanto ao acesso aos professores que deverão fazer o curso pela primeira vez, durante este ano letivo.
Além disso, a assessora pedagógica da EMEF Nossa Senhora de Fátima, Isabel Oliveira Borges foi a responsável pela leitura literária da obra “A caixa de Jéssica”, autor Peter Carnavas. A professora usou como suporte o próprio livro, narrando a história de forma surpreendente, compartilhando da sua voz, de seus gestos e movimentos para dar vida ao enredo.
A coordenadora pedagógica, Fátima Wink Bohnen também reforçou o fundamental empenho e atenção dos alfabetizadores, apoiados pela assessoria das escolas, na realização da aplicação da Avaliação Diagnóstica de Fluência Leitora, no âmbito do Programa Alfabetiza Tchê, a ocorrer a partir da próxima semana, 12 de maio, contemplando todas as escolas da rede pública do RS que ofertam o 2º ano do Ensino Fundamental.
Durante a encontro foi ainda realizado o sorteio da Didacoteca, caixa de materiais de apoio aos alfabetizadores que será destinada este mês à EMEF Fátima, devendo no próximo encontro, 11 de junho, retornar para ser encaminhada para a próxima escola da rede. E também distribuídos os sussurrofones às escolas, aparelhos que imitam um telefone e serve como auxilio no desenvolvimento da consciência fonológica, como também, a melhora da pronúncia das palavras e a fluência nos textos. Através dele as crianças conseguem ouvir sua própria voz em forma de sussurro, oportunizando o reconhecimento fonológico de letras e palavras.
O sussurrofone é confeccionado de PVC, e amplia o volume da fala em até 10 vezes, claro que, a audição é individual e retorna apenas para quem utiliza o instrumento. Isso facilita também na concentração das crianças, sem que eles sejam distraídos por ruídos presentes ao seu redor, lembra o coordenador Rafael Schultz.
A assessora pedagógica da EMEF Carlos Boettcher Filho, Susane Wartchow Jaeger, em nome de todos os participantes, avaliou o encontro da manhã e destacou que “a formação Alfabetiza Tchê proporciona aos professores momentos valiosos de conhecimento, aprendizado e reflexão sobre as práticas pedagógicas desenvolvidas em sala de aula. Através da autoavaliação, cada educador consegue perceber avanços importantes no desenvolvimento cognitivo dos estudantes, compreendendo como as sinapses e as experiências vivenciadas contribuem para a construção do saber. Além disso, os encontros formativos também funcionam como um verdadeiro “refresco” para os professores, trazendo motivação, troca de experiências e novas possibilidades para qualificar ainda mais o processo de ensino e aprendizagem.”